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Milly Lacombe e a Nova Aventura com Amora: A Energia Inesgotável de um Filhote que Transforma a Rotina e o Coração

O que não contam sobre ter um novo cachorro: a energia avassaladora de Amora e o amor que transforma vidas

A escritora Milly Lacombe, conhecida por sua sensibilidade ao abordar relações e afetos, nos presenteia com um relato íntimo e divertido sobre a chegada de Amora, uma filhote de border collie. A experiência, que já dura nove dias, revela os bastidores da vida com um novo membro na matilha, mostrando que a realidade muitas vezes difere das expectativas idealizadas.

Amora, que nasceu em 4 de outubro, dia de São Francisco, chegou à casa de Milly em 20 de novembro, trazendo consigo uma energia contagiante e um apetite voraz por tudo que encontra pela frente. A escritora, que confessa nunca ter tido um border collie antes, se vê diante de um turbilhão de novidades, desde a dieta inusitada da filhote até suas peculiaridades na hora de dormir.

A convivência com Amora tem sido intensa e, como Milly compartilha, tem impactado diretamente sua rotina e seu sono. No entanto, por trás do cansaço e das faxinas noturnas, emerge um amor profundo e uma nova perspectiva sobre os laços que criamos com nossos animais de estimação, como aponta a antropóloga Donna Haraway em sua obra.

A energia inesgotável de Amora

Milly Lacombe descreve Amora com uma fúria incomum na hora de comer, devorando não apenas a ração, mas também terra, pedras, pés de mesa, insetos mortos, coco de vaca e até pedaços de alho e maçã que caem durante o preparo das refeições. A filhote também demonstra um interesse peculiar em pedaços de tapetes e no vômito dos outros cães da casa.

A adaptação ao ambiente doméstico também tem seus desafios. Apesar do espaço amplo, Amora decidiu que a sala e o quarto seriam seus locais preferidos para fazer xixi e cocô, o que tem exigido atenção redobrada da escritora. A fase de adaptação tem sido um aprendizado constante para toda a matilha.

Noites em claro e a construção de uma nova rotina

O sono tem sido um artigo de luxo para Milly Lacombe nos últimos nove dias. Amora dorme no máximo três horas seguidas e tem o hábito de acordar a escritora às quatro e seis da manhã para assistir à faxina do quarto. No meio da noite, a filhote pede insistentemente para subir na cama, e quando finalmente consegue, mordisca os dedos de Milly até adormecer, grudando em suas costas como uma pequena mochila.

Essa privação de sono, contudo, não diminui o afeto. Milly se declara uma “mulher cachorrenta”, incapaz de resistir aos olhos pidões de Amora. Ela cita a antropóloga Donna Haraway, que em “O Manifesto das Espécies Companheiras” ressalta a importância fundamental da relação entre humanos e animais, equiparando-a a outros relacionamentos significativos.

A matilha se une em torno de Amora

A chegada de Amora tem sido um evento para toda a matilha. Os labradores foram os primeiros a se render à nova integrante, enquanto o pastor da Mantiqueira assumiu o papel de “babá” e companheiro de brincadeiras. As vira-latas demonstram certo ressentimento, mas já começam a aceitar a novata, e o bernês de 40 quilos, de sua posição elevada, ainda não parece ter notado a nova moradora.

Milly Lacombe compartilha a vida com Amora com sua ex-mulher, a mulher dela e os filhos de ambas. Essa união, descrita como uma “vida de sapatão”, reforça a crença de que família é construída a partir do amor, do respeito e da circulação de afetos entre pessoas e animais. Amora, ao seguir o “manual dos animais domesticados”, promete ensinar a amar ainda mais forte e corajosamente.