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Marcos Braz Abre o Jogo: Erros no Flamengo, Bastidores de Gabigol e Adriano, e o Desafio de Levar o Remo à Série A Após 34 Anos

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Ex-VP do Flamengo, agora no Remo, revela detalhes inéditos sobre a gestão Landim, polêmicas com técnicos e a briga que o fez reagir em shopping.

Marcos Braz, uma figura que se tornou sinônimo de sucesso no futebol brasileiro, conhecido pelo seu bordão “gelo no sangue” no mercado de contratações, não hesita em chamar os holofotes para si e centralizar responsabilidades. Após uma passagem recheada de títulos pelo Flamengo, ele embarcou em um novo e audacioso projeto: levar o Remo de volta à Série A após mais de três décadas.

Agora como diretor executivo profissional, Braz abriu o baú de histórias em uma entrevista, prestando “esclarecimentos” sobre os bastidores de sua carreira. Ele abordou a montagem de elencos vitoriosos, as relações com estrelas como Gabigol e Adriano, e até mesmo episódios pessoais e conturbados.

O dirigente, que se define como vitorioso “com e sem dinheiro”, revelou detalhes sobre demissões de técnicos, a tragédia do Ninho do Urubu e a briga em um shopping no Rio de Janeiro, conforme informação divulgada pelo g1.

A Trajetória de um Vencedor: Do Flamengo ao Remo

Marcos Teixeira Braz, de 54 anos, nascido em 21 de abril de 1971, construiu uma carreira notável. No Flamengo, atuou como diretor de futebol em 2006 e vice-presidente em dois períodos, de 2009 a 2010 e de 2019 a 2024. Durante essas passagens, acumulou um vasto currículo de títulos, incluindo as Libertadores de 2019 e 2022, os Brasileirões de 2009, 2019 e 2020, e as Copas do Brasil de 2006, 2022 e 2024, entre outros.

Sua lista de conquistas também conta com as Supercopas do Brasil de 2020 e 2021, a Recopa Sul-Americana de 2020 e quatro títulos do Campeonato Carioca (2019, 2020, 2021 e 2024). Além da gestão esportiva, Braz também teve uma experiência na política, atuando como vereador no Rio de Janeiro entre 2021 e 2024.

Em 2025, Braz assumiu o cargo de diretor executivo do Remo, liderando o clube do Norte do país de volta à elite do futebol brasileiro. O desafio resultou no acesso da Série B para a Série A em 2025 e na conquista da Supercopa Grão Pará em 2026, com a contratação de 11 reforços para a temporada.

A transição de dirigente estatutário para executivo profissional foi uma resposta a um “preconceito” que sentia por ser considerado “amador”. Braz afirmou que os “números do futebol” e o próprio “profissionalismo” o empurraram para essa decisão. “Nunca pensei nisso, eu tenho meus negócios, tenho a minha vida, mas em determinado momento eu tive que fazer uma escolha”, explicou.

Ele escolheu o caminho de executivo para ter “menos grau de exposição ou conflito de interesses com o Flamengo”. O Remo representava um “desafio diferente”, um clube do Norte do país que precisava “dar duas voltas ao mundo em relação a voos para jogar na Série B”. Braz descreveu o local como “o mais hostil” devido à pouca estrutura e dinheiro.

A intenção era provar sua capacidade “com muito ou pouco dinheiro, muita ou pouca estrutura”, relembrando sua experiência no Flamengo de 2006, quando era vice de futebol aos 36 anos, com salários atrasados e pouca estrutura física. “Chegou uma hora em que eu pensei: ‘Não falta mais nada pra ganhar no futebol brasileiro’”, disse, motivado a buscar uma situação nova.

Sobre a Libertadores de 2022, conquistada após sua saída do Flamengo, Braz afirmou que viveu a vitória “como torcedor”, mas com grande envolvimento pessoal. Ele destacou que oito jogadores titulares da final, além de dois que entraram, foram contratados por sua gestão, e Filipe Luís fazia parte do processo desde o início. “Não chega a ser estranho, mas chega a ser diferente”, comentou.

Ele não chorou com o título, mas ficou “muito feliz”, sentindo que sua equipe fez um trabalho “acima da média”, com acertos e erros, e entregando muitos resultados. A sensação foi de “dever cumprido” e de um ciclo encerrado. Braz revelou que já havia comunicado ao então presidente Landim sua intenção de sair antes do término do mandato, independentemente de quem assumisse a presidência.

A relação com BAP, um dos seus desafetos no Flamengo, não foi de “ruptura por completo” ou “guerra civil”, mas também não era “afável”. Braz pontuou que, após a gestão Landim, a relação entre o próprio Landim e BAP se tornou “mais ácida e tem mais atrito” do que a que ele tinha.

No Remo, Braz teve que se reinventar, adaptando processos do dia a dia do Flamengo à realidade estrutural do clube paraense. Sua experiência e contatos no futebol foram cruciais para atrair jogadores como o internacional Cantillo e jovens talentos do Fluminense e Botafogo, vendendo o projeto de jogar para “40, 50 mil pessoas”.

Ele enfatizou a importância de um centro de treinamento para o Remo, especialmente considerando as longas viagens de 2.500 km que os jogadores enfrentam na Série B. “O Remo deu duas voltas ao mundo para chegar onde chegou. Todos os jogadores que se submetem a esse tipo de viagem são uns guerreiros”, ressaltou.

Apesar de toda a dedicação ao Remo, Marcos Braz ainda não se sente confortável em ver o Flamengo como um adversário direto. “Ainda tenho muita dificuldade de pensar nisso aí. Ainda não consegui fazer uma ruptura completa neste sentido”, confessou. Ele deixou claro que os objetivos do Remo para 2026 não se alinham com os do clube carioca, e que a ideia de estar em um clube com os mesmos objetivos do Flamengo ainda lhe causa “frio na barriga”.

Bastidores do Flamengo: Técnicos, Polêmicas e a Tragédia do Ninho

A gestão de Marcos Braz no Flamengo foi marcada por uma intensa dança das cadeiras de técnicos. Ele admitiu que, de 2019 em diante, o clube teve 10 técnicos em seis anos, uma redução de 20% em comparação com os 13 treinadores em seis anos da gestão anterior, mas ainda assim aquém do que desejava. “Vencemos com técnicos diferentes”, ponderou.

A saída de Jorge Jesus em 2021 foi um momento de grande impacto. Braz explicou que, embora a culpa não fosse da diretoria, pois era um “desejo dele”, a perda de uma comissão técnica campeã da Libertadores e do Brasileiro teve uma dimensão exata para ele como vice-presidente. Ele revelou que Jesus “levou quatro meses para decidir que queria ficar e 25 dias para decidir ir embora”, em um período de auge da pandemia e incertezas financeiras.

Um dos maiores arrependimentos de Braz foi a demissão de Rogério Ceni. “Eu errei ao tirar o Rogério Ceni naquele momento. Eu me arrependo muito de demitir e não fui coerente”, confessou. Ele havia segurado Ceni contra a pressão da torcida antes do título, convencendo-o a seguir mesmo após dois pedidos de demissão do técnico. Após Ceni ser campeão brasileiro, da Supercopa e tricampeão estadual, Braz o demitiu por “questões internas, pressão de A, de B”.

A troca de Dorival Jr., que levou o Flamengo a títulos importantes, foi outra decisão que gerou polêmica. Braz explicou que, após uma proposta de renovação e uma contraproposta, a diretoria entendeu que “não deveríamos ficar reféns e fomos por outro caminho”. Apesar da repercussão, ele afirmou: “Eu trocaria de novo”. Ele também citou a atuação de um “árbitro romeno ladrão que operou a gente” no Mundial de Clubes de 2023, que culminou em um resultado ruim no primeiro jogo.

A manutenção de Jorge Sampaoli após o episódio do soco do preparador físico em Pedro foi defendida por Braz. Ele ponderou que, naquele momento, Sampaoli tinha apenas uma derrota e o time vinha “jogando bem”, vivendo o “melhor momento do Sampaoli”. Braz conseguiu convencer o técnico a permanecer, afastando o preparador, mas mantendo o filho deste na comissão técnica, buscando contornar a situação grave.

A tragédia do Ninho do Urubu, ocorrida nos primeiros dias da gestão Landim, foi o momento mais delicado. Marcos Braz foi o único dirigente a chegar ao local enquanto os bombeiros ainda resfriavam a área, presenciando “cenas que não gostaria que nem meu pior inimigo visse”. Ele admitiu que o Flamengo “poderia ter alguns cuidados a mais” e criticou a gestão por não ter resolvido o último acordo com as famílias das vítimas antes do fim do mandato. “Faltou habilidade em todos os sentidos em relação a isso”, concluiu, lamentando que a gestão não tenha encerrado a questão.

Gabigol, Adriano e o Mercado: Desafios com Craques e Negociações

A relação de Marcos Braz com grandes jogadores, como Gabigol e Adriano, foi um dos pontos altos da entrevista. Ao compará-los, Braz afirmou que “o Gabigol era o Gabigol”, e que ele deu mais trabalho devido ao “mundo atual, pela exposição que vivemos hoje”, com a tecnologia e as redes sociais. No entanto, ele destacou que Gabigol nunca chegou atrasado a um treino, treinava muito e era o último a sair.

A polêmica envolvendo a renovação de Gabigol, que acabou não acontecendo, foi detalhada por Braz. Ele garantiu que a negociação foi feita e passou por todos os trâmites internos do clube. Contudo, denunciou uma “covardia de alguns vagabundos que falaram que eu fechei um número sem estar autorizado e o Landim não assinou”. Braz criticou o momento escolhido por Gabigol para cobrar a renovação, logo após um título importante, soltando “outros tipos de notícias que não eram pertinentes”.

Braz também relembrou um conflito entre Gabigol e Filipe Luís durante a final da Copa do Brasil, que o levou a afastar o atacante por uma semana. Ele comparou o episódio a uma situação com Adriano em 2009, quando o Imperador não jogou contra o Corinthians após um incidente. “Jogador pode quase tudo comigo, desde que esteja combinado”, disse Braz, sobre sua filosofia de lidar com atletas de personalidade forte.

No mercado de transferências, Marcos Braz afirmou que não se recorda de ter tentado e falhado na contratação de um jogador excepcional. A única exceção foi Balotelli. Braz viajou para negociar com o empresário Mino Raiola, que foi “muito correto com o Flamengo”. Raiola, já falecido, tinha uma “extrema preocupação” com Balotelli no Rio de Janeiro e queria que ele ficasse na Itália para se recuperar e disputar a Euro de 2020.

A Briga no Shopping e o Lado Pessoal de Marcos Braz

Marcos Braz também abordou a polêmica briga em um shopping, um episódio que marcou sua passagem pelo Flamengo. Questionado sobre arrependimento, ele respondeu: “Talvez pelo resultado da briga”. Ele explicou que a situação foi exacerbada pelo fato de estar com sua filha e duas amigas, pelas quais era responsável, embora elas tivessem se afastado momentos antes do confronto.

“O fato da minha filha estar comigo eu não posso falar que eu não teria essa reação”, afirmou Braz, indicando que a presença dela foi um fator determinante para sua atitude. Ele lamentou o ocorrido, mas também fez uma reflexão crítica sobre a percepção pública: “Com certeza se eu tivesse tomado um soco na cara, tivesse apanhado, aí a opinião pública, os politicamente corretos iam ficar felizes e eu estaria absolvido deste julgamento em relação a esse episódio. Talvez eu não tivesse que bater, tivesse que apanhar que estava tranquilo.”


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Ex-VP do Flamengo, agora no Remo, revela detalhes inéditos sobre a gestão Landim, polêmicas com técnicos e a briga que o fez reagir em shopping.

Marcos Braz, uma figura que se tornou sinônimo de sucesso no futebol brasileiro, conhecido pelo seu bordão “gelo no sangue” no mercado de contratações, não hesita em chamar os holofotes para si e centralizar responsabilidades. Após uma passagem recheada de títulos pelo Flamengo, ele embarcou em um novo e audacioso projeto: levar o Remo de volta à Série A após mais de três décadas.

Agora como diretor executivo profissional, Braz abriu o baú de histórias em uma entrevista, prestando “esclarecimentos” sobre os bastidores de sua carreira. Ele abordou a montagem de elencos vitoriosos, as relações com estrelas como Gabigol e Adriano, e até mesmo episódios pessoais e conturbados.

O dirigente, que se define como vitorioso “com e sem dinheiro”, revelou detalhes sobre demissões de técnicos, a tragédia do Ninho do Urubu e a briga em um shopping no Rio de Janeiro, conforme informação divulgada pelo g1.

A Trajetória de um Vencedor: Do Flamengo ao Remo

Marcos Teixeira Braz, de 54 anos, nascido em 21 de abril de 1971, construiu uma carreira notável. No Flamengo, atuou como diretor de futebol em 2006 e vice-presidente em dois períodos, de 2009 a 2010 e de 2019 a 2024. Durante essas passagens, acumulou um vasto currículo de títulos, incluindo as Libertadores de 2019 e 2022, os Brasileirões de 2009, 2019 e 2020, e as Copas do Brasil de 2006, 2022 e 2024, entre outros.

Sua lista de conquistas também conta com as Supercopas do Brasil de 2020 e 2021, a Recopa Sul-Americana de 2020 e quatro títulos do Campeonato Carioca (2019, 2020, 2021 e 2024). Além da gestão esportiva, Braz também teve uma experiência na política, atuando como vereador no Rio de Janeiro entre 2021 e 2024.

Em 2025, Braz assumiu o cargo de diretor executivo do Remo, liderando o clube do Norte do país de volta à elite do futebol brasileiro. O desafio resultou no acesso da Série B para a Série A em 2025 e na conquista da Supercopa Grão Pará em 2026, com a contratação de 11 reforços para a temporada.

A transição de dirigente estatutário para executivo profissional foi uma resposta a um “preconceito” que sentia por ser considerado “amador”. Braz afirmou que os “números do futebol” e o próprio “profissionalismo” o empurraram para essa decisão. “Nunca pensei nisso, eu tenho meus negócios, tenho a minha vida, mas em determinado momento eu tive que fazer uma escolha”, explicou.

Ele escolheu o caminho de executivo para ter “menos grau de exposição ou conflito de interesses com o Flamengo”. O Remo representava um “desafio diferente”, um clube do Norte do país que precisava “dar duas voltas ao mundo em relação a voos para jogar na Série B”. Braz descreveu o local como “o mais hostil” devido à pouca estrutura e dinheiro.

A intenção era provar sua capacidade “com muito ou pouco dinheiro, muita ou pouca estrutura”, relembrando sua experiência no Flamengo de 2006, quando era vice de futebol aos 36 anos, com salários atrasados e pouca estrutura física. “Chegou uma hora em que eu pensei: ‘Não falta mais nada pra ganhar no futebol brasileiro’”, disse, motivado a buscar uma situação nova.

Sobre a Libertadores de 2022, conquistada após sua saída do Flamengo, Braz afirmou que viveu a vitória “como torcedor”, mas com grande envolvimento pessoal. Ele destacou que oito jogadores titulares da final, além de dois que entraram, foram contratados por sua gestão, e Filipe Luís fazia parte do processo desde o início. “Não chega a ser estranho, mas chega a ser diferente”, comentou.

Ele não chorou com o título, mas ficou “muito feliz”, sentindo que sua equipe fez um trabalho “acima da média”, com acertos e erros, e entregando muitos resultados. A sensação foi de “dever cumprido” e de um ciclo encerrado. Braz revelou que já havia comunicado ao então presidente Landim sua intenção de sair antes do término do mandato, independentemente de quem assumisse a presidência.

A relação com BAP, um dos seus desafetos no Flamengo, não foi de “ruptura por completo” ou “guerra civil”, mas também não era “afável”. Braz pontuou que, após a gestão Landim, a relação entre o próprio Landim e BAP se tornou “mais ácida e tem mais atrito” do que a que ele tinha.

No Remo, Braz teve que se reinventar, adaptando processos do dia a dia do Flamengo à realidade estrutural do clube paraense. Sua experiência e contatos no futebol foram cruciais para atrair jogadores como o internacional Cantillo e jovens talentos do Fluminense e Botafogo, vendendo o projeto de jogar para “40, 50 mil pessoas”.

Ele enfatizou a importância de um centro de treinamento para o Remo, especialmente considerando as longas viagens de 2.500 km que os jogadores enfrentam na Série B. “O Remo deu duas voltas ao mundo para chegar onde chegou. Todos os jogadores que se submetem a esse tipo de viagem são uns guerreiros”, ressaltou.

Apesar de toda a dedicação ao Remo, Marcos Braz ainda não se sente confortável em ver o Flamengo como um adversário direto. “Ainda tenho muita dificuldade de pensar nisso aí. Ainda não consegui fazer uma ruptura completa neste sentido”, confessou. Ele deixou claro que os objetivos do Remo para 2026 não se alinham com os do clube carioca, e que a ideia de estar em um clube com os mesmos objetivos do Flamengo ainda lhe causa “frio na barriga”.

Bastidores do Flamengo: Técnicos, Polêmicas e a Tragédia do Ninho

A gestão de Marcos Braz no Flamengo foi marcada por uma intensa dança das cadeiras de técnicos. Ele admitiu que, de 2019 em diante, o clube teve 10 técnicos em seis anos, uma redução de 20% em comparação com os 13 treinadores em seis anos da gestão anterior, mas ainda assim aquém do que desejava. “Vencemos com técnicos diferentes”, ponderou.

A saída de Jorge Jesus em 2021 foi um momento de grande impacto. Braz explicou que, embora a culpa não fosse da diretoria, pois era um “desejo dele”, a perda de uma comissão técnica campeã da Libertadores e do Brasileiro teve uma dimensão exata para ele como vice-presidente. Ele revelou que Jesus “levou quatro meses para decidir que queria ficar e 25 dias para decidir ir embora”, em um período de auge da pandemia e incertezas financeiras.

Um dos maiores arrependimentos de Braz foi a demissão de Rogério Ceni. “Eu errei ao tirar o Rogério Ceni naquele momento. Eu me arrependo muito de demitir e não fui coerente”, confessou. Ele havia segurado Ceni contra a pressão da torcida antes do título, convencendo-o a seguir mesmo após dois pedidos de demissão do técnico. Após Ceni ser campeão brasileiro, da Supercopa e tricampeão estadual, Braz o demitiu por “questões internas, pressão de A, de B”.

A troca de Dorival Jr., que levou o Flamengo a títulos importantes, foi outra decisão que gerou polêmica. Braz explicou que, após uma proposta de renovação e uma contraproposta, a diretoria entendeu que “não deveríamos ficar reféns e fomos por outro caminho”. Apesar da repercussão, ele afirmou: “Eu trocaria de novo”. Ele também citou a atuação de um “árbitro romeno ladrão que operou a gente” no Mundial de Clubes de 2023, que culminou em um resultado ruim no primeiro jogo.

A manutenção de Jorge Sampaoli após o episódio do soco do preparador físico em Pedro foi defendida por Braz. Ele ponderou que, naquele momento, Sampaoli tinha apenas uma derrota e o time vinha “jogando bem”, vivendo o “melhor momento do Sampaoli”. Braz conseguiu convencer o técnico a permanecer, afastando o preparador, mas mantendo o filho deste na comissão técnica, buscando contornar a situação grave.

A tragédia do Ninho do Urubu, ocorrida nos primeiros dias da gestão Landim, foi o momento mais delicado. Marcos Braz foi o único dirigente a chegar ao local enquanto os bombeiros ainda resfriavam a área, presenciando “cenas que não gostaria que nem meu pior inimigo visse”. Ele admitiu que o Flamengo “poderia ter alguns cuidados a mais” e criticou a gestão por não ter resolvido o último acordo com as famílias das vítimas antes do fim do mandato. “Faltou habilidade em todos os sentidos em relação a isso”, concluiu, lamentando que a gestão não tenha encerrado a questão.

Gabigol, Adriano e o Mercado: Desafios com Craques e Negociações

A relação de Marcos Braz com grandes jogadores, como Gabigol e Adriano, foi um dos pontos altos da entrevista. Ao compará-los, Braz afirmou que “o Gabigol era o Gabigol”, e que ele deu mais trabalho devido ao “mundo atual, pela exposição que vivemos hoje”, com a tecnologia e as redes sociais. No entanto, ele destacou que Gabigol nunca chegou atrasado a um treino, treinava muito e era o último a sair.

A polêmica envolvendo a renovação de Gabigol, que acabou não acontecendo, foi detalhada por Braz. Ele garantiu que a negociação foi feita e passou por todos os trâmites internos do clube. Contudo, denunciou uma “covardia de alguns vagabundos que falaram que eu fechei um número sem estar autorizado e o Landim não assinou”. Braz criticou o momento escolhido por Gabigol para cobrar a renovação, logo após um título importante, soltando “outros tipos de notícias que não eram pertinentes”.

O dirigente lembrou de um conflito entre Gabigol e Filipe Luís durante a final da Copa do Brasil, que o levou a afastar o atacante por uma semana. Ele comparou o episódio a uma situação com Adriano em 2009, quando o Imperador não jogou contra o Corinthians após um incidente. “Jogador pode quase tudo comigo, desde que esteja combinado”, disse Braz, sobre sua filosofia de lidar com atletas de personalidade forte.

No mercado de transferências, Marcos Braz afirmou que não se recorda de ter tentado e falhado na contratação de um jogador excepcional. A única exceção foi Balotelli. Braz viajou para negociar com o empresário Mino Raiola, que foi “muito correto com o Flamengo”. Raiola, já falecido, tinha uma “extrema preocupação” com Balotelli no Rio de Janeiro e queria que ele ficasse na Itália para se recuperar e disputar a Euro de 2020.

A Briga no Shopping e o Lado Pessoal de Marcos Braz

Além dos campos e dos bastidores do futebol, Marcos Braz também se envolveu em uma polêmica pessoal que repercutiu amplamente: a briga com um torcedor em um shopping. Questionado sobre arrependimento, ele respondeu: “Talvez pelo resultado da briga”. Ele explicou que a situação foi exacerbada pelo fato de estar com sua filha e duas amigas, pelas quais era responsável, embora elas tivessem se afastado momentos antes do confronto.

“O fato da minha filha estar comigo eu não posso falar que eu não teria essa reação”, afirmou Braz, indicando que a presença dela foi um fator determinante para sua atitude. Ele lamentou o ocorrido, mas também fez uma reflexão crítica sobre a percepção pública: “Com certeza se eu tivesse tomado um soco na cara, tivesse apanhado, aí a opinião pública, os politicamente corretos iam ficar felizes e eu estaria absolvido deste julgamento em relação a esse episódio. Talvez eu não tivesse que bater, tivesse que apanhar que estava tranquilo.”


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