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Casares admite ano ruim do São Paulo após desabafo de Luiz Gustavo e goleada histórica

Casares responde a Luiz Gustavo e admite ano difícil no São Paulo, após goleada e crise interna

O São Paulo atravessa um momento de turbulência em 2024, culminando em uma coletiva de imprensa do presidente Júlio Casares para abordar a crise no clube. A entrevista ocorreu após o contundente desabafo do jogador Luiz Gustavo, que, após a derrota por 6 a 0 para o Fluminense, pediu por ‘direção’ e um ‘plano claro’ para o Tricolor.

Casares buscou amenizar a situação, chamando a responsabilidade para todos os envolvidos. “Vejo com normalidade até a frustração dele, é a nossa”, declarou o presidente, elogiando a postura de Luiz Gustavo por não individualizar os problemas. A fala do jogador gerou uma reunião de emergência com diretoria e comissão técnica.

O dirigente também confirmou uma conversa entre o membro da diretoria, Rui Costa, e Luiz Gustavo. Casares enfatizou que a instabilidade do time, incluindo o alto número de lesões, não é normal. “A instituição ficou do lado dele [Luiz Gustavo], chegou a ficar seis meses parado, se eu não me engano”, relembrou, reforçando a ideia de erros coletivos e a necessidade de olhar para frente.

Investimento e planejamento em foco para 2025

Júlio Casares abordou a questão do investimento no clube, afirmando que tem trabalhado arduamente na parte comercial. Ele destacou que a presença do presidente é fundamental para alavancar negócios e que o planejamento para 2025 está em andamento há bastante tempo, com definições esperadas para após o Campeonato Brasileiro.

O presidente enumerou seus próprios erros, admitindo falhas na delegação de tarefas e no planejamento geral. “O erro do presidente foi delegar, sentir que o planejamento teve falha”, pontuou. Ele reiterou que o ano de 2024 foi difícil, lembrando o período em que o time chegou a ser cogitado para o rebaixamento, mas ressaltou que a atual oitava colocação é um reflexo da atuação coletiva.

Reconhecimento de um ano abaixo do esperado

Casares não hesitou em admitir que o ano do São Paulo foi **abaixo do esperado**. A sequência recente de resultados, com três derrotas e apenas uma vitória nos últimos cinco jogos, acentuou essa percepção. A equipe de Hernán Crespo se encontra fora da zona de classificação para a próxima Libertadores, ocupando a oitava posição com 48 pontos.

“Foi um ano ruim acentuado pelo resultado de ontem”, desabafou Casares, que também mencionou conversas com o diretor Carlos Belmonte. O presidente reforçou a necessidade de união para superar os desafios. “Estou aqui fazendo uma meaculpa, hoje conversei muito com o Belmonte, temos um caminho de união”, finalizou.

Saída de Carlos Belmonte e a maior derrota do século

A coletiva também ocorreu em meio à notícia da saída de Carlos Belmonte da diretoria de futebol. A decisão teria sido motivada por um racha interno com o presidente Júlio Casares, especialmente em relação à eleição presidencial prevista para o fim de 2024. Belmonte já vinha perdendo prestígio e não frequentava os jogos.

A chegada de Márcio Carlomagno como superintendente de futebol também teria contribuído para o clima interno, especialmente pela boa relação de Carlomagno com a diretoria e seu provável candidatura para a próxima eleição, o que não era aceito por Belmonte. Outro ponto de discórdia foi uma suposta parceria para as categorias de base negociada por Casares.

A derrota por 6 a 0 para o Fluminense se tornou a **segunda maior goleada sofrida pelo São Paulo no século XXI**. Desde 2001, o Tricolor só havia sido superado de forma mais expressiva em 2001, quando perdeu por 7 a 1 para o Vasco. Na ocasião, o time carioca contou com uma atuação inspirada de Romário. Desde então, o São Paulo não sofria uma derrota por seis gols de diferença, chegando perto em 2015 com um 6 a 1 contra o Corinthians.