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Boto revela quanto Flamengo ainda pode gastar em reforços após contratação de Paquetá

José Boto esclarece limite financeiro do Flamengo para novas contratações após chegada de Paquetá

O Flamengo possui uma margem financeira bastante restrita para investir em novos reforços nesta janela de transferências. A informação foi divulgada por José Boto, membro influente do departamento de futebol do clube, após a derrota para o Corinthians na Supercopa Rei, no último domingo (1º de fevereiro).

A declaração de Boto ocorreu na zona mista do Estádio Mané Garrincha, em Brasília. Ele admitiu que a recente contratação de Lucas Paquetá, que custou 42 milhões de euros (aproximadamente R$ 260 milhões), impactou significativamente a capacidade de investimento do Rubro-Negro.

“No futebol não dá para dizer que acabou a janela, ainda mais que a janela no Brasil fica aberta até março. Estamos atentos ao mercado”, iniciou o dirigente. “É óbvio que nossa disponibilidade financeira agora é muito pequena para esta janela, mas aparecendo uma oportunidade que nos satisfaça do ponto de vista desportivo, alguma posição que nós identificamos e podemos vir a precisar, estamos atentos e não quer dizer que até o fechamento da janela não possa entrar outro jogador”.

Boto ressaltou que o clube não deve realizar novas contratações de alto valor após o investimento em Paquetá. “Mas não esperem que nós vamos gastar valores altos depois de uma contratação dessa e, quando digo valores altos, é 10, 12 (milhões de euros)”, afirmou.

Ele também explicou que a versatilidade de Lucas Paquetá em campo justifica a decisão de priorizar sua contratação, mesmo com o impacto financeiro. “Entendemos que se trouxéssemos o Paquetá, os valores poderiam afetar esta janela, mas também chegamos à conclusão de que o Paquetá não é só um reforço, mas três ou quatro por causa das posições que ele faz e pela qualidade com que ele faz”.

O dirigente do Flamengo destacou a dificuldade em encontrar jogadores que elevem o nível do elenco atual. “É muito difícil nesse momento reforçar o Flamengo, pelo elenco que tem, mesmo para repor algumas peças não é fácil, e para aumentar o nível é difícil. Para isso tem que ser jogadores com esse valor de mercado. Sabíamos que a contratação de um jogador desse tipo inviabilizaria uma ou duas contratações que nós tínhamos em mente”.

A análise final de Boto reforça a estratégia do clube. “O fato de ter sido o Paquetá, que pode fazer quatro ou cinco posições, fez com que decidíssemos avançar por essa contratação, porque, apesar de ter um impacto financeiro na janela, ela supriria as faltas que iríamos tentar resolver”, concluiu.