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Bap justifica saída de Filipe Luís citando temporada em risco e define Edu Gaspar como alvo para o futebol

Mandatário rubro-negro rebate acusações sobre ética na demissão do treinador e articula reformulação no departamento de futebol com saída iminente de diretor

A demissão de Filipe Luís do comando técnico do Flamengo foi classificada pelo presidente Luiz Eduardo Baptista, o Bap, como uma medida inevitável para evitar o colapso esportivo da temporada de 2026. Durante reunião com conselheiros realizada na última quinta-feira, o dirigente sustentou que a manutenção do trabalho atual comprometeria os resultados do ano, especialmente após os vice-campeonatos na Supercopa do Brasil e na Recopa Sul-Americana. O pronunciamento ocorreu durante a aprovação do patrocínio da Ademicon, avaliado em R$ 42 milhões. As informações são da ESPN.

A decisão pela troca de comando, ocorrida logo após uma vitória sobre o Madureira, gerou questionamentos sobre a condução ética do processo. O presidente defendeu a metodologia aplicada, baseada em análises bissemanais de desempenho, e rejeitou veementemente os rótulos negativos atribuídos à gestão pela forma como a saída foi comunicada.

“Falaram em vergonha. Vergonha para mim é roubar, mentir, enganar, julgar sem conhecimento dos fatos. Os ataques que recebi não vão me fazer comentar fatos que expõem profissionais. Mesmo sendo evidente, as mudanças não apagam o que o Filipe Luís fez no clube, a história como construiu como jogador e treinador.”

Foco em Edu Gaspar e crise na diretoria

Enquanto justifica as decisões passadas, a diretoria rubro-negra movimenta-se para reestruturar o departamento de futebol. O nome de Edu Gaspar, atualmente no Nottingham Forest, surge como o principal alvo para assumir um cargo executivo no clube. A negociação, ainda em estágio inicial, conta com interlocutores ligados ao empresário Kia Joorabchian para sondar o interesse do ex-volante em retornar ao Brasil ao fim da temporada europeia.

A busca por um novo dirigente ocorre em meio ao desgaste irreversível de José Boto. O português enfrenta resistência interna devido a problemas de relacionamento e conduta. Relatos de funcionários e atletas apontam para uma postura vaidosa e distante, incluindo episódios em que o diretor teria exigido serviços domésticos particulares de funcionários do clube. A falta de comunicação com as lideranças do elenco agravou o isolamento de Boto, cuja permanência só é mantida momentaneamente para evitar um vácuo de poder antes da chegada de um substituto.

Profissionalismo e processos decisórios

Bap reforçou aos conselheiros que todas as medidas tomadas pela presidência seguem ritos processuais estritos, visando o futuro vencedor da instituição. Para o mandatário, a correção de rumo era necessária diante da ausência de perspectivas positivas a curto prazo.

“Minha função e responsabilidade como presidente é avaliar os fatos, questionar se o que estamos vivendo vai levar o Flamengo a um lugar vencedor. Quando a resposta é não, ou você corrige o rumo ou você muda. A tentativa de correção de rumo foi feita e entendemos que não era possível. Tomamos a decisão que tínhamos que tomar.”

José Boto, ciente de sua fragilidade no cargo, assumiu publicamente parte da responsabilidade pela saída de Filipe Luís durante o evento no clube. O dirigente afirmou ter apresentado o diagnóstico que culminou na troca de treinador.

“Quando me convidaram para o Flamengo, o presidente deu uma série de atribuições. Uma era fazer diagnósticos e encontrar soluções. Eu fiz, dei a solução e o presidente aceitou, bateu o martelo.”

O Flamengo volta a campo para a final do Campeonato Carioca contra o Fluminense no dia 8 de março, em um ambiente de pressão por resultados e reformulação administrativa.

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