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Letalidade esconde atuação preocupante do Flamengo em vitória magra salva por brilho individual de Cebolinha e Rossi

Equipe rubro-negra sofre fisicamente e tecnicamente no Barradão mas garante triunfo graças a defesa de pênalti e lampejos de eficiência no ataque

A letalidade foi o fator determinante para o Flamengo superar o Vitória, em uma partida onde a sorte pesou mais que o planejamento tático. Com apenas duas finalizações no alvo ao longo de 100 minutos, a equipe carioca demonstrou fragilidade física e técnica, distanciando-se do desempenho campeão de 2025. Conforme análise do ge.globo, o adversário baiano sobrou fisicamente e só não saiu vencedor devido à falta de eficiência nas conclusões.

As notícias positivas em meio à atuação coletiva instável foram individuais. Everton Cebolinha justificou sua titularidade com um gol e uma assistência, pedindo passagem na equipe. Emerson Royal, anteriormente criticado, apresentou solidez tanto ofensiva quanto defensiva. No gol, Rossi oscilou nas saídas de bola, mas garantiu o resultado ao defender uma penalidade máxima.

Dificuldades táticas e explicação de Filipe Luís

O encaixe de Lucas Paquetá no esquema tático continua sendo um desafio. Posicionado como meia direita, o camisa 20 ficou isolado e participou pouco da construção, cometendo inclusive o erro que originou o gol do Vitória. O técnico Filipe Luís detalhou a função exercida pelo jogador, comparando-a com seu papel no futebol inglês.

“Ele não joga de ponta, ele joga de meia. Ele marca de ponta, mas joga de meia, como se fosse na mesma função que ele jogava no West Ham, um meia no 4-3-3. Tínhamos um Royal como o jogador na ala. Jogo com dois volantes lado a lado normalmente, não precisávamos de volante, precisávamos de meia. E ele foi o escolhido.”

A falta de criatividade no meio-campo obrigou o time a depender de jogadas isoladas. O gol de Pulgar, em chute de fora da área, e o lançamento de Léo Ortiz concluído por Cebolinha foram as alternativas encontradas para furar o bloqueio adversário. Arrascaeta teve uma participação apagada, figurando entre os piores em campo pela falta de presença no jogo.

Fragilidade defensiva e cenário futuro

O sistema defensivo voltou a mostrar insegurança. Alex Sandro teve uma das piores atuações, acompanhado pelo desempenho ruim da dupla de zaga formada por Léo Ortiz e Léo Pereira. A equipe sofreu com as transições do Vitória, que explorou a superioridade física e as investidas de Renato Kayzer.

O treinador rubro-negro reconheceu a necessidade de corrigir o controle de jogo com a bola, citando o gramado e erros técnicos como agravantes. Esta partida soma-se aos confrontos contra Internacional e Fluminense na lista de atuações abaixo da crítica sob o comando atual. Com a disputa da Recopa Sul-Americana contra o Lanús e um clássico diante do Botafogo pela frente, a pressão por uma resposta do elenco aumenta.