Pular para o conteúdo
Início » Flamengo reencontra o Corinthians após crise e demissão de treinador e aposta em nova postura tática

Flamengo reencontra o Corinthians após crise e demissão de treinador e aposta em nova postura tática Novo

Sequência invicta sob o comando de Leonardo Jardim devolve a estabilidade ao clube rubro-negro antes do aguardado confronto pelo campeonato nacional

O momento de instabilidade deu lugar a uma fase de reconstrução no Ninho do Urubu às vésperas do reencontro com o primeiro rival a impor um revés expressivo na temporada de 2026. A equipe carioca viaja a São Paulo neste domingo, às 20h30, para enfrentar o Corinthians com o respaldo de um aproveitamento de 83,3% e de uma zaga intacta sob o comando técnico atual. Os fatos e o histórico que detalham essa mudança estrutural foram levantados pelo portal ge.

O revés por 2 a 0 em Brasília no dia 1º de fevereiro marcou a estreia do reforço Lucas Paquetá e desencadeou um período turbulento nos bastidores. O placar custou a taça da Supercopa do Brasil e deflagrou um processo de desgaste agudo com a torcida.

A situação institucional deteriorou de vez com a perda do segundo troféu do ano no dia 26 de fevereiro. A derrota para o Lanús por 3 a 2 no Maracanã, em confronto da Recopa Sul-Americana, provocou manifestações inflamadas na entrada do centro de treinamento. O foco das cobranças recaiu sobre o diretor José Boto e o antigo treinador.

A diretoria determinou o desligamento de Filipe Luís na madrugada de 3 de março. A condução da quebra de contrato logo após uma coletiva de imprensa gerou insatisfação no elenco e críticas na esfera esportiva. O jornalista Eric Faria avaliou a forma como o profissional deixou o cargo.

“Foi enxotado”

Ajustes em campo e recuperação de resultados

O anúncio de Leonardo Jardim no dia 4 de março reverteu a rota da temporada de maneira imediata. O título estadual conquistado nos pênaltis contra o Fluminense assegurou sobrevida à direção de futebol. Os trunfos consecutivos contra Cruzeiro, Botafogo e Remo injetaram ânimo nas arquibancadas e atestaram as mudanças práticas de jogo.

A espinha dorsal da equipe sofreu trocas pontuais em relação ao time batido na Supercopa. A comissão tirou Plata da titularidade para efetivar Samuel Lino, além de fixar o atacante Pedro entre as peças absolutas do sistema ofensivo.

A formatação em campo manteve uma base posicional atrelada a uma maior mobilidade tática. Os pontas receberam autorização para flutuar pela faixa central do campo e abrir espaço visando as investidas em velocidade dos laterais.

O elenco abandonou o ímpeto da posse de bola prolongada para investir na verticalidade. A nova dinâmica consiste em ocupar o retângulo de ataque adversário com superioridade numérica para aproveitar as oportunidades construídas de maneira veloz.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *