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Multa de quatro salários e busca por substituto marcam cenário de possível saída de José Boto do comando do Flamengo

Clube avalia custo financeiro para romper vínculo com dirigente português enquanto presidente inicia conversas para reestruturação do departamento de futebol

A interrupção do trabalho de José Boto antes do término previsto em dezembro de 2026 acarretará custos imediatos aos cofres rubro-negros. Caso a diretoria opte pela demissão unilateral, o clube deverá arcar com o pagamento de uma multa equivalente a quatro salários do dirigente português. A informação sobre as condições contratuais foi apurada pela ESPN.

Existe um cenário alternativo avaliado nos bastidores que envolve um pedido de desligamento por parte do próprio executivo. José Boto sofre desgaste interno, mas prioriza a estabilidade inicial do técnico Leonardo Jardim, profissional de quem é próximo e cuja chegada foi recentemente concretizada. Uma eventual saída voluntária só deve ser considerada após a aclimatização do novo treinador ao Ninho do Urubu, estratégia que visa também facilitar uma futura recolocação de Boto no mercado.

Presidente estuda nomes no mercado

O presidente Luiz Eduardo Baptista já movimenta peças para reestruturar o comando do futebol diante da crise instaurada. O mandatário iniciou conversas silenciosas com possíveis substitutos nas últimas semanas, repetindo a estratégia discreta adotada na negociação da comissão técnica. A busca foca em dois perfis distintos para estancar a turbulência: um diretor com maior experiência de vestiário ou um executivo que atue em conjunto com um supervisor capaz de dialogar melhor com o elenco.

A permanência de Boto é sustentada momentaneamente pela ausência de um acerto imediato com um sucessor. A alta cúpula rubro-negra busca evitar um hiato de comando no centro de treinamento, especialmente após a recente troca de treinador que resultou na saída de Filipe Luís.

Ambiente deteriorado e queixas internas

Relatos de funcionários e atletas apontam para um ambiente difícil no dia a dia do clube. Há queixas recorrentes sobre a conduta do dirigente, incluindo falta de comunicação, grosseria e até exigências de que funcionários do clube prestem serviços particulares de limpeza em sua residência na Barra da Tijuca. O distanciamento com o plantel se agravou após a reunião que selou a saída da antiga comissão técnica.

A postura do executivo é classificada internamente como vaidosa. Durante a derrota na Supercopa do Brasil contra o Corinthians, a decisão de Boto de permanecer fumando no túnel em vez de comparecer imediatamente ao gramado gerou desconforto entre as lideranças do grupo.

Pressionado pelo risco de demissão, o executivo adotou uma postura de alinhamento com a presidência durante a apresentação de Leonardo Jardim, assumindo a responsabilidade pela mudança no comando técnico.

“Quando me convidaram para o Flamengo, o presidente deu uma série de atribuições. Uma era fazer diagnósticos e encontrar soluções. Eu fiz, dei a solução e o presidente aceitou, bateu o martelo. Razões (para demissões) são sempre muitas, dependendo do contexto, não compete a nós expor.”

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