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Jorge Soto: O Primeiro Peruano do Flamengo Esquecido Antes de Guerrero e Trauco, Sua Passagem Relâmpago Pelo Fla

Antes de Paolo Guerrero e Miguel Trauco, o Flamengo já havia recebido um jogador peruano: Jorge Soto. Contratado em fevereiro de 2000, o ex-meia, que era titular da seleção do Peru e ídolo no Sporting Cristal, teve uma passagem relâmpago pelo clube carioca, durando apenas três meses e sem sequer entrar em campo.

A história de Jorge Soto no Flamengo é um capítulo esquecido na memória rubro-negra, ofuscada pelas passagens mais recentes e marcantes de Guerrero e Trauco. Soto chegou ao Rio de Janeiro com a promessa de brilhar, credenciado por sua trajetória de sucesso no futebol peruano.

O jogador desembarcou com entusiasmo, declarando ao jornal “O Globo” em 1º de fevereiro de 2000: “O Flamengo tem a maior torcida do mundo e jogar num clube brasileiro tão grande me alegra muito”. No entanto, a empolgação inicial não se traduziu em campo.

Apesar de ter sido indicado pelo então técnico Paulo César Carpegiani, a passagem de Soto pelo Flamengo foi marcada por uma série de circunstâncias que o impediram de mostrar seu futebol. Conforme divulgado pelo ge, o clube pagou cerca de R$ 600 mil ao Alianza Lima pelo empréstimo do jogador.

Indicação de Carpegiani e Crise com a Seleção Peruana

Paulo César Carpegiani, que conheceu Soto durante as Eliminatórias da Copa de 1997, foi o principal articulador da contratação. O acordo previa que o jogador seria cedido ao Peru para disputar sete jogos. Essa condição, entretanto, acabou gerando conflitos posteriores.

Após a saída de Carpegiani, o técnico interino Carlos César desejava que Soto rejeitasse a convocação para a seleção peruana. O jogador, contudo, atendeu ao chamado de seu país, e ao retornar ao Rio de Janeiro, não teve mais oportunidades com a nova comissão técnica.

Um jornalista da RPP Noticias, em Lima, destacou ao ge que “ele é levado por um técnico, e depois o treinador já não estava mais. Então isso lhe custou muito. Por isso ele teve uma passagem efêmera e muito curta”. Soto, que também atuava na lateral direita, foi dispensado por questões técnicas.

Jorge Soto: Ídolo no Sporting Cristal

Apesar do insucesso no Flamengo, Jorge Soto construiu uma carreira sólida e histórica no Sporting Cristal, onde passou a maior parte de sua trajetória. Ele é o maior artilheiro da história do clube peruano, com 176 gols em mais de 560 partidas.

Soto foi campeão cinco vezes com o Sporting Cristal, vice-campeão da Libertadores em 1997 e detém o recorde de mais partidas jogadas pelo clube. Sua importância para o “time celeste” é inegável, sendo considerado um dos três jogadores mais importantes de sua história.

Em entrevista ao ge, o próprio Jorge Soto expressou seu desejo de ter jogado pelo Flamengo: “Fiquei com o sabor na boca de não poder ter jogado uma partida só, mas tive a sorte de estar com Juan, Beto, Adriano e Athirson. Os jogadores me receberam muito bem”.

Outros Peruanos no Flamengo: Guerrero e Trauco

Quinze anos após a passagem de Soto, o Flamengo voltou a ter um peruano em seus quadros com a chegada de Paolo Guerrero em 2015. O atacante, que custou mais de R$ 40 milhões, marcou 43 gols em 115 jogos e foi campeão carioca em 2017.

Em 2017, Miguel Trauco se juntou a Guerrero no clube. O lateral-esquerdo disputou 79 partidas, marcou quatro gols e fez parte da campanha histórica do Flamengo em 2019, saindo antes das conquistas da Libertadores e do Brasileirão.

Enquanto a memória dos torcedores guarda os feitos de Guerrero e Trauco, a breve e sem sucesso passagem de Jorge Soto pelo Flamengo permanece como uma curiosidade histórica, um lembrete de que nem todo grande nome do futebol sul-americano consegue repetir o sucesso no gigante rubro-negro.