Abel Ferreira, técnico do Palmeiras, adiantou que o time pode apresentar surpresas táticas na grande final da Libertadores contra o Flamengo, valorizando a versatilidade de seus jogadores para definir a partida.
O treinador português, Abel Ferreira, deu indícios de que o Palmeiras pode surpreender o Flamengo na grande final da Libertadores. Em entrevista coletiva, ele destacou que, apesar de os times se conhecerem bem, os detalhes e a dinâmica dos jogadores podem ser o diferencial em um jogo de tamanha importância.
“É uma final, o grosso nos conhecemos, mas será definido por detalhes, onde cada peça pode jogar. O treinador do Palmeiras gosta de jogadores que atuam em várias posições. A surpresa pode ser essa, a dinâmica dos jogadores. Amanhã (sábado) vocês saberão o que podemos fazer no contexto”, declarou Abel Ferreira.
O comandante alviverde também ressaltou a importância do conhecimento mútuo entre as equipes, mas acredita que o Palmeiras, com mudanças ao longo da temporada, pode ter um trunfo. “Não acredito que vamos fazer coisas diferentes, mas as duas equipes se conhecem o suficiente. O rival que me conhece ainda mais, porque estou há cinco anos no Palmeiras, e o técnico do Flamengo há um. Eles me conhecem mais pelos cinco anos”, completou.
Mistério na escalação e precedentes na Libertadores
Apesar de a provável escalação do Palmeiras ter sido divulgada, com Carlos Miguel; Khellven, Gustavo Gómez, Murilo e Piquerez; Bruno Fuchs, Andreas Pereira, Raphael Veiga e Allan; Flaco López e Vitor Roque, Abel Ferreira prefere manter o mistério.
Ele acredita que, neste momento, há pouco a se esconder de um adversário tão conhecido. O cenário de surpresa tática não é inédito para o Palmeiras em finais de Libertadores. Em 2021, contra o próprio Flamengo, o Verdão utilizou Gustavo Scarpa atuando como lateral-esquerdo e Piquerez na zaga, demonstrando a adaptabilidade da equipe.
Palmeiras e Flamengo em busca do tricampeonato
Palmeiras e Flamengo disputam não apenas o título desta edição da Libertadores, mas também a chance de se consolidarem como maiores campeões brasileiros na competição. Ambos os clubes ostentam três troféus, empatados com São Paulo, Santos e Grêmio.
Abel Ferreira expressou sua gratidão pela relação construída com a torcida palmeirense ao longo dos cinco anos no clube. “Eu sinto desde o primeiro dia que cheguei. É quase como um namoro, casamento que vais construindo e quanto mais o tempo passa é como vinho, fica melhor. Conhecemos virtudes e defeitos uns dos outros”, afirmou.
A importância da caminhada e a gestão da saúde mental
O treinador minimizou a importância de se tornar o maior campeão, focando na jornada e nas experiências vividas com os jogadores. “Sinceramente, não ligo pra isso, já disse várias vezes, eu vim de uma cidade muito pequena, humilde. Sou filho de gente humilde, nada me foi dado, foi tudo conquistado”, disse.
Abel Ferreira também compartilhou sua estratégia para lidar com a pressão e a falta de sono comum no futebol brasileiro. Ele enfatizou a importância de manter a consciência tranquila e cuidar da saúde física e mental para evitar que o futebol deixe marcas negativas. “Vou falar nele, não tem problema, é um treinador que admiro, que é o Muricy (Ramalho). O futebol brasileiro deixa marcas, e as marcas que quero que me deixe e das experiências que vivi dentro de campo, não quero que deixe marcas naquilo que é minha saúde física e mental”, concluiu.