Crise no São Paulo: Um Abismo de Resultados e Liderança Fraca Aponta para o Caos
O São Paulo vive um de seus piores momentos, e a goleada histórica de 6 a 0 sofrida para o Fluminense, comandado pelo ex-técnico Luis Zubeldía, é apenas o sintoma de um problema mais profundo. A apatia do técnico Hernán Crespo em campo reflete a falta de direção que assola o clube.
A administração de Julio Casares, em sua reta final, tem sido marcada por discursos bonitos, mas pouca ação efetiva. Apesar de ter encerrado um jejum de títulos, as promessas de redução de dívida e de um projeto de longo prazo para recolocar o clube na elite do futebol brasileiro parecem distantes.
A falta de comando firme da diretoria se evidencia na tolerância com vexames e na aparente ausência de decisões cruciais, como a revisão de contratações e a cobrança de atletas. A situação é tão crítica que até mesmo o experiente jogador Luiz Gustavo desabafou, expondo o descontentamento que já alcançou o vestiário.
Conforme informação divulgada pelas fontes, a diretoria do São Paulo teria informado a Crespo, em sua contratação, que não haveria dinheiro até dezembro, exigindo que ele se virasse com o que tinha. O técnico, por sua vez, não garante sua permanência para 2026, aguardando o cumprimento de promessas de planejamento para o próximo ano, demonstrando uma aparente ingenuidade diante do cenário.
Crespo e a Repetição de um Ciclo Vicioso
A passagem atual de Hernán Crespo pelo São Paulo tem um déjà vu preocupante. Assim como em 2021, quando o time iniciou bem sob seu comando e depois desandou, culminando em sua saída, o técnico vê um cenário semelhante se repetir. A equipe começou a atual temporada com bom desempenho no Campeonato Brasileiro, mas as eliminações em Copa do Brasil e Libertadores já prenunciavam a queda.
Após a estreia com derrota para o Flamengo, o São Paulo engatou uma sequência invicta de oito jogos no Brasileirão, com seis vitórias e um bom futebol apresentado. Parecia um ressurgimento, mas as quedas em outras competições e o desempenho recente mostram que a fragilidade é estrutural.
Diretoria Sob Fogo: Falta de Planejamento e Comando
A administração de Julio Casares é duramente criticada pela falta de um plano claro e pela ausência de decisões firmes. A pergunta que paira é: onde está a redução da dívida e o projeto para tornar o São Paulo competitivo novamente contra rivais como Flamengo e Palmeiras? A tolerância com contratações questionáveis e a falta de cobrança em relação a atletas caros e de baixo rendimento são pontos de muita preocupação.
A decisão de não estar presente no Rio de Janeiro, palco do vexame contra o Fluminense, por parte de Casares e Carlos Belmonte, diretor de futebol, é vista como simbólica e demonstra uma distância preocupante da realidade do time.
Mirassol e Zubeldía: O Contraste de Gestão e Desempenho
Enquanto o São Paulo patina, o Mirassol, com um elenco modesto e um técnico sem grande nome, faz uma campanha histórica no Campeonato Brasileiro e já garantiu vaga na Libertadores. Isso contrasta com as apostas do Tricolor, como Wendell e Enzo Díaz, que não vingaram, e a saída de atletas como Reinaldo, que hoje brilha em outro clube.
O aproveitamento de Zubeldía no Fluminense, com 64,2% no Brasileirão, supera significativamente o de Crespo em sua segunda passagem pelo São Paulo, que acumula apenas 45,5% de aproveitamento. A diferença de desempenho entre os clubes é gritante.
Um Futuro Incerto e a Necessidade de Recomeço
O São Paulo de Casares e Crespo parece ter atingido um ponto de ruptura. A falta de comando, a ausência de um time coeso e a ausência de um rumo claro criam um cenário desolador. Resta saber se será possível juntar os cacos e iniciar um novo projeto, desta vez com mais seriedade e planejamento estratégico.